quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Tecnologia Aplicada à Educação

“A tecnologia do amanhã requer não milhões de homens levemente alfabetizados prontos para trabalhar em uníssono em tarefas infinitamente repetitivas, nem homens que recebem ordens sem piscar, conscientes de que o pão se consegue com a submissão mecânica à autoridade, mas sim de homens que possam fazer julgamentos críticos, que possam abrir caminho através dos ambientes novos, que sejam rápidos na identificação de novos relacionamentos numa sociedade em rápida mutação." (Toffler 1970: 323-4)

A vida humana nunca foi tão afetada pelo desenvolvido e o uso da tecnologia, como neste início de século.

O novo homem tecnológico vendo sendo preparado e agora temos que estar prontos para ele. Adriana Vilas Boas destaca em seu texto, a importância da tecnologia aplicada à educação. E diz: “O papel atual do educador não é o de transmitir informações, mas sim, o de orientar o aluno e servir como mediador, permitido um melhor aproveitamento das suas potencialidades.”

A internet, de uma gama ilimitada de informações, culturas plurais e que está disponível para todos, inclusive para o aluno-tecnológico.
Desta forma, o ensino não está limitado a quatro paredes e para poucos. A educação ganha em sociabilidade e acessível, através dos cursos à distância, como o Telecurso - via TV; EAD – via Internet, entre outros.
Uma sociedade composta de Homens mais criativos, críticos e com capacidade de acompanhar as necessidades e velocidade do mundo. Este é o grande objetivo, e a tecnologia está aí para auxiliar nesta nova ordem.

Disponível em <www.faced.ufba.br/~edc287/edc2871999/adrianavilasboas.htm>. 
Acesso em 08 dez 2011.

TICs: um avanço, um risco ou um erro?

O objetivo deste texto é o de participar dos milhares de debates sobre o uso das Tecnologias da Informação e Comunicação. Para tanto, partiremos da premissa de Freire em que ele afirma: “O avanço da ciência e da tecnologia não é tarefa de demônios, mas sim a expressão da criatividade humana(FREIRE, 1984a, p.1 - 6).
Como observadores de uma história sócio – econômica e cultural, percebemos que a principio, os homens temeram e muito os avanços tecnológicos; cada avanço ao seu tempo (TV, Rádio, Cinema, Celular, Computadores, etc.) despertava no homem, ou sua curiosidade ou seu temor para enfrentá-los, contudo se nota que as tecnologias são “grandes expressões da criatividade humana” (FREIRE, 1968a, p. 96 - 98); então por quê não usá-las em seu favor? Mas dentro dessa teoria de Freire, somos sabedores de que essas ferramentas chegaram como ferramentas de lucros e não de sabedoria como é a perspectiva de hoje, não dissociando uma da outra, porém interligadas mudaram os hábitos, costumes e letramentos da nossa sociedade em que os seres se tornaram aprendentes e necessitam conviver juntos; pois ultrapassamos as fronteiras das esferas éticas da sociedade do conhecimento e, como diz Freire:
A compreensão crítica da tecnologia, da qual a educação de que precisamos deve estar infundida, e a que vê nela uma intervenção crescentemente sofisticada no mundo a ser necessariamente submetida a crivo político e ético. Quanto maior vem sendo a importância da tecnologia hoje tanto mais se afirma a necessidade de rigorosa vigilância ética sobre ela. De uma ética a serviço das gentes, de sua vocação ontológica, a do ser mais e não de uma ética estreita e malvada, como a do lucro, a do mercado (FREIRE, 2000, p. 101-102).
Concluímos, então, que as TICs têm uma enorme relevância em nossa atualidade para o ensino-aprendizado, mas que deve ser repensada como objeto de estudo a serviço dos homens e não dos lucros.
[...] o problema que a geração tem diante de si, sua tarefa, não é a de esperar, pensando que o futuro esteja esperando ser descoberto pela geração mais astuta. A questão que se coloca é como a gente cria o amanhã através da transformação do hoje. E para mim só há um jeito de transformar esse hoje ou a cultura, é você entranhar-se nela, para depois tê-la como objeto de sua transformação. Para que superemos isso, temos que assumi-la e assumir para mim é um estado que negando a negatividade eu a reconheço para poder criar outra coisa (FREIRE; PASSETI, 1994-1995, p. 42).
Frente ao que diz Freire no trecho acima, conclui-se que a geração de hoje deve ser direcionada por um profissional mediador da educação, preparado para ensinar e aprender, aprender para ensinar e, Nunca, talvez, a frase quase feita – exercer o controle sobre a tecnologia e pô-la a serviço dos seres humanos – teve tanta urgência de virar fato quanto hoje, em defesa da liberdade mesma, sem a qual o sonho da democracia se esvai” (FREIRE, 1992, p. 133).
Encerramos por ora esse assunto, que será discutido posteriormente em outras páginas, mas atentemos que as TICs têm um efeito atômico nas gerações e o enfrentamento dos novos letramentos como finalidade de sua importância, postamos aqui um vídeo para sua análise.

Referência Bibliográfica
FREIRE, Paulo.A máquina está a serviço de quem? Revista BITS, p. 6, 1984.
___________.PASSETTI,Edson.Conversação Libertária com Paulo Freire. São Paulo: Imaginação, 1994 – 1995.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Indignação: cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo; UNESCO, 2000a, p.101 – 102.
___________.Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1968a.
___________.Pedagogia da Esperança: um encontro com a pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992, p.133.
BLACK OR WHITE (videoclipe). Disponível em : <http://youtu.be/F2AitTPI5U0>. Acesso em: 04 dez. 2011.

Analise o vídeo e responda:Michael Jackson viajou o mundo inteiro para criar seus passos? Ou a Tecnologia levou os passos de Jackson para o mundo inteiro?

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

UMA PARCERIA - ESCOLA X TECNOLOGIA EDUCACIONAL

Estudos comprovam que a década de 90 caracterizou-se pelo surgimento de grandes avanços tecnológicos que repercutiram, e ainda repercutem, em todas as instâncias da sociedade.
Na escola, o impacto não poderia ser diferente: educadores têm vivido essas transformações de maneira não muito confortável (revisão de posturas e conhecimentos, apropriação de novos recursos cognitivos, inclusão de novas tecnologias na sala de aula, criação das comunidades virtuais, o ensino á distância, dentre outras possibilidades educativas da era da informação).

Quanto mais viajamos, no planeta ou nos livros, na internet ou na sociedade á nossa volta, mais se abre nossa mente.
A comunicação entre os homens está duplicando-se, refletindo-se, multiplicando-se na interconexão entre as informações lentamente guardadas nas bibliotecas e que estão explodindo hoje no ciberespaço. Não existe mais, senão único documento hipertextual de uma diversidade e aproximações surrealistas, assim como não há mais uma única humanidade, que está descobrindo o ''barato'' de ser humano e de misturar as antigas músicas para sobrevoar melhor as novas. (Pierre).

A educação, historicamente, reflete as características de seu tempo e da sociedade na qual as escolas estão inseridas, portanto nossa sociedade atual, marcada pela informatização, vem sofrendo transformações profundas, em especial nas formas de comunicação e de acesso ao conhecimento.

O professor deve repensar a sala de aula como um espaço que não seja fechado e isolado do mundo, pois as navegações dos alunos pelos espaços virtuais da internet não foram construídos exclusivamente para eles, daí a importância da orientação, da mediação e da intervenção pedagógica dos educadores nesses espaços, objetivando a construção dos conhecimentos e das competências.
Novos olhares, novas leituras de novos mundos, novas rotas.
“Uma verdadeira viagem de descobrimento não é encontrar novas terras, mas ter um olhar novo.” (Marcel Proust)
 Somos até capazes de visualizar o novo mundo, pois ele é apresentado profusamente pelos meios de comunicação, pelos avanços tecnológicos e pelas possibilidades que promovem mais avanços.
Porém, tendemos a vê-lo como sendo o mundo dos outros, de uns poucos, dos ricos, dos que têm, em contraposição ao nosso, da maioria, dos pobres, dos que nada ou pouco têm. E mediante essa visão dicotômica, somos levados a considerar que são recursos financeiros que criam esse mundo e não o talento humano, associado a uma atitude proativa que o cria, assim como produz os recursos financeiros.

Falar de globalização, em mercado capitalista, em necessidade de formatação profissional nos remete a pensar em formas de se expor frente ao aprendizado, e a educação a distância possibilita o encontro da necessidade com a oportunidade.

A tecnologia é desenvolvida, sobretudo, a partir de necessidades. Sendo assim, podemos vislumbrar as transformações da sociedade e as novas demandas que surgem a todo instante. De forma a suprir essa necessidade, os recursos são desenvolvidos , utilizados e posteriormente descartados, cedendo espaço a outros recursos mais modernos com tecnologia mais avançada que tem mais a oferecer aos seus usuários.

Fontes:

A utilização da informática como recurso pedagógico, do educador Ronaldo Garcia Almeida.
Disponível em <http://www.vivenciapedagogoca.com.br/informaticarecursopedagogico>. 
Acesso em 03 dez 2011.

A Sociedade da informática e a infoexclusão.
Disponível em <http://www.scielo.br/pdf/ci/v29n2/aO3v29n2.pdf>. Acesso em 04 dez 2011.

Coleção UNESP-SECAD-UAB : Educação a distância na diversidade/ Mara Sueli Simão Moraes, Elisandra André Maranhe, organizadoras.
São Paulo ; UNESP, Pró reitoria de Extensão, Faculdade de Ciências, 2009 . v .1.

sábado, 3 de dezembro de 2011

        Um  Olhar Transdiciplinar

A educação humana sempre esbarrou nos conceitos e nas particularidades culturais de um povo.
Quando falamos em "um olhar transdiciplinar", logo chegamos a Edgar Morin.
A complexidade do conhecimento e do humano traz na mesma proporção a necessidade de mudanças no que concerne a educação no século XXI. 
Para Morin (2003), a Era Planetária começou no século XVI. Por causa dessa Era faz-se necessário mudanças na educação. Morin ainda afirma que a globalização está ligada a própria Era Planetária. 
Com o caos e o crescente da violência não só ligadas as camadas socialmente carentes, chegando à sala de aula, é premente mudanças nos paradigmas educacionais. É esse olhar transdisciplinar que poderá afetar não só as relações globais bem como o universo individual.
Tendo como base o Relatório Dellors (1996), que traz os quatro pilares da educação apresentados à UNESCO, Morin em parceria com Emilio Roger Ciurana e Raúl Motta escreveram a Educação na Era Planetária. (2003)
Quando Edgar Morin fala da Era Planetária, faz referência ao contexto universal em que estamos inseridos.  Habitamos uma “nave” chamada Terra, que é parte de um dos pequenos sistemas solares de uma das muitas Galáxias que compõem o universo visível e conhecido. (UNESCO, 2005)
Somos parte de um todo. Não há possibilidade de quebrar os elos dentro da realidade humana e a realidade planetária. Tudo está conectado.
Morin ainda diz que é “vital saber quem somos o que nos atinge, o que nos determina, o que nos ameaça, nos esclarece, nos previne e o que talvez possa nos salvar.” (UNESCO, Paris, 2005)
Temos cada vez mais a necessidade de indivíduos com aptidão de aprender e compreender a complexidade dos problemas globais e soluções possíveis.
A fragmentação do sistema de ensino não é a resposta ideal para as mudanças na educação.
Somos sistemas complexos e o conhecimento também tem a mesma complexidade. Enquanto tratarmos de forma individual o conhecimento não será possível alavancar as mudanças e será mais difícil encontrar seres pensantes e autônomos.
Ainda sobre sua palestra na UNESCO em 2005, Morin diz que a educação para a Era Planetária requer três reformas inteiramente interdependentes: Do modo de conhecimento; Do pensamento; Do ensino.
O olhar transdiciplinar de Morin, nada mais é do que a busca na interligação e na complexidade do conhecimento. Deve-se entender que o movimento e a evolução tanto do planeta como da própria humanidade nunca nos dará a certeza. Mas é este o maior motivo do pensar de Morin. A incerteza pode quebrar a ilusão do conhecimento.
Quando ele explica a visão como característica particular e intrínseca do observador ele o faz com propriedade de um pensador à frente do seu tempo e com a simplicidade do saber.
Sim, somos uma somatória de experimentos e de características genuínas e que não existe dissociação entre o indivíduo e o seu conhecimento. Então como não interligar os saberes? Suas diferentes áreas.
Em sua palestra de 2005, Morin, diz que o mundo que conhecemos hoje não pode ser apenas baseado na ciência, temos crenças, medos, desejos, políticas, etc. Não existe possibilidade de não entrar no mérito dessas variáveis quando se fala no processo educacional e nas mudanças de paradigmas que a nova estrutura global pede.
Trazendo o frescor do pensar de Morin e as colocações feitas por Claudio de Moura Castro no seu texto sobre EAD – Embromação a Distância?
Moura fala da inovação dos correios ingleses no ensino à distância. O Brasil pode usar como referência o Instituto Universal Brasileiro, pioneiro no estudo via correios.
A ideia estava presente mas não caracterizada. Com o avanço das tecnologias e a facilidade de acesso aos meios de comunicação digital, facilitou o acesso a informação e a comunicação social.
O EAD traz uma visão inclusiva e um diferencial na educação. Claro que existem cursos e Cursos, assim como existem médicos e Médicos. A seleção deve passar pelo crivo e a crítica individual. A falta do contato pessoal e físico com o educador elimina o paternalismo e ganha com a capacidade e responsabilidade do educando. O indivíduo conta com sua capacidade e habilidade na busca de informação, na formatação e desenvolvimento da mesma. Promove-se a crítica, a autonomia e a complexidade do saber, trabalhando a tessitura das várias áreas do conhecimento.